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Barcos-prisão para resolver problema de excesso de população prisional

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Barcos-prisão para resolver problema de excesso de população prisional

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O governo britânico está a considerar reintroduzir barcos-prisão em larga escala para resolver o problema do excesso da população prisional em Inglaterra e no País de Gales. O ministério do Interior publicou um anúncio para alugar 800 barcos para serem usados como prisões flutuantes. Muitos criticam o ministro do Interior, John Reid, por não ter agido atempadamente e por apresentar medidas mal planeadas.

Frances Crook, directora da Liga Howard para a Reforma do Sistema Prisional, acredita que os barcos-prisão não contribuem para a reabilitação dos prisioneiros, antes pelo contrário, e explica qual é a raiz do problema.

“A crise imediata foi causada parcialmente pela introdução de medidas de pânico pelo ministério do Interior e o ministro tem que assumir responsabilidades”, referiu Crook.

O último e único barco prisão britânico foi desactivado no ano passado depois de 9 anos de serviço apesar de ter sido introduzido como medida temporária de três anos. Na altura, o inspector-chefe das prisões classificou-o como impróprio, caro e no local errado.

Actualmente o sistema prisional está sobrelotado com mais de 79 mil reclusos.