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Hungria celebra 50 anos da Revolta de 1956 dividida mas com pompa e circunstância

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Hungria celebra 50 anos da Revolta de 1956 dividida mas com pompa e circunstância

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Apesar de dividida, a Hungria festejou com pompa e circunstância a Revolta de 1956, reprimida com um banho de sangue pelos tanques soviéticos. 16 chefes de Estado, entre os quais se encontra Aníbal Cavaco Silva, dois monarcas, Juan Carlos de Espanha e Harald V da Noruega, vários primeiros-ministros, o secretário-geral da NATO, Jaap de Hoop Scheffer, e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, marcaram presença nas comemorações desta data que constituiu inicialmente uma derrota para o povo húngaro, mas que acabou por lançar as bases para uma vitória: a do fim dos regimes comunistas na Europa de leste.

No dia 23 de Outubro de 1956, as forças de segurança dispararam contra manifestantes que apoiavam os protestos anti-soviéticos que decorriam na Polónia. Este incidente levou a que milhares de húngaros se juntassem rapidamente à contestação ao regime apoiado por Moscovo.

Depois de um início de cerimónia oficial na histórica Praça Kossuth em frente ao Parlamento, foi a vez de Durão Barroso discursar perante os deputados húngaros.

O chefe do executivo europeu não escapou, no entanto, ao boicote dos parlamentares do principal partido da oposição, devido à profunda crise política que está assolar a Hungria.

O principal partido de direita, o Fidesz, exige a demissão de Ferenc Gyurcsany depois do primeiro-ministro ter confessado que mentiu sobre o seu programa de reformas.

Desde então o clima na Hungria é extremamente tenso. Em Setembro, três semanas de manifestações contra o governo fizeram mais de 250 feridos em três noites de motins, os piores na Hungria desde o fim do comunismo, em 1989.