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"Voto de protesto" dos búlgaros coloca ultranacionalista na segunda volta das presidenciais

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"Voto de protesto" dos búlgaros coloca ultranacionalista na segunda volta das presidenciais

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As eleições presidenciais búlgaras confirmam os receios criados pelas legislativas de 2005: a subida do nacionalismo no país, nas vésperas de aderir à União Europeia.

Na segunda volta, já no próximo domingo, o chefe de Estado cessante, Georgi Parvanov, terá de enfrentar o ultranacionalista Volen Siderov, recordando o cenário das presidenciais francesas de 2002.

Segundo os analistas, trata-se de um “voto de protesto” dos seis milhões e meio de eleitores face à situação da Bulgária, que após a sua adesão à União Europeia, a 1 de Janeiro de 2007, será o país mais pobre do clube.

Uma eleitora explica que “esperava este resultado, porque não havia muita escolha e a única alternativa era Georgi Parvanov”. Outro diz que “as pessoas não querem votar, não se interessam pelos políticos que estão agora no poder”. Há ainda quem afirme que “Parvanov ia ganhar”, porque “a direita fracassou, não havia outras alternativas e as pessoas perderam toda a fé”.

O presidente cessante, Georgi Parvanov, pró-europeu, obteve 64% dos votos, mas vê-se forçado a uma segunda volta, por causa da participação que ficou muito aquém dos 50 por cento. Muitos garantem que não terá dificuldades em vencer no domingo.

O rival de extrema-direita, Volen Siderov, esse surpreendeu depois de tirar proveito das dificuldades e descontentamento do eleitorado, mas também dos seus ataques contra as minorias turca e cigana, que representam 20% da população.