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Comemorações da revolução húngara marcadas por confrontos entre manifestantes e autoridades

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Comemorações da revolução húngara marcadas por confrontos entre manifestantes e autoridades

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As comemorações dos 50 anos da revolta húngara contra o domínio soviético voltaram a trazer a violência para as ruas de Budapeste. Os confrontos entre manifestantes e a polícia tiveram início durante o dia e prolongaram-se pela noite, provocando, pelo menos, quarenta feridos. As autoridades tiveram de recorrer a gás lacrimogéneo e a canhões de água para dispersar a multidão e utilizaram também balas de borracha que acabaram por provocar ferimentos ligeiros.

O programa oficial das celebrações, às quais assistiram dezenas de responsáveis estrangeiros, degenerou numa manifestação contra o primeiro-ministro socialista e antigo comunista, Ferenc Gyurcsany.

Numa alusão aos acontecimentos de 1956, o líder da oposição de direita, Viktor Orban, disse que os húngaros da época não tiveram outra alternativa a não ser rebelarem-se contra o regime e no âmbito de uma democracia moderna, os cidadãos devem continuar a exigir mudanças. Acabou por classificar o governo de “ilegítimo”.

Os confrontos intensificaram-se quando alguns manifestantes tomaram de assalto um tanque soviético em exposição para as comemorações, dirigindo-o contra as forças policiais.

Gyurcsany continua a desafiar a oposição e os cidadãos que exigem a sua demissão desde que a 17 de Setembro foi tornada pública uma gravação na qual o chefe do executivo admitia ter mentido ao eleitorado sobre o programa económico do governo. Nessa altura a crise política instalou-se no país, criando numa onda de violência que voltou a ensombrar Budapeste esta segunda-feira.