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Governo húngaro resiste aos piores motins em cinco semanas de crise política

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Governo húngaro resiste aos piores motins em cinco semanas de crise política

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O governo húngaro, liderado por Ferenc Gyurcsany, resistiu na noite passada aos piores motins em cinco semanas de crise política, mas o mesmo não se pode dizer de Budapeste. Esta manhã a calma regressou à capital húngara, enquanto nas ruas estavam bem visíveis os danos provocados por uma noite de confrontos entre manifestantes e polícia.

Esta terça-feira, no parlamento e com o apoio garantido dos parceiros de coligação da Aliança dos Democratas Livres, o primeiro-ministro passou ao ataque. Acusou a oposição, em especial o partido Fidesz, de Viktor Orban, de estar na origem da violência.

A oposição, essa, está decidida a continuar com as iniciativas para provocar a demissão do governo, mas pela frente tem a determinação do executivo e a opinião dos investidores estrangeiros, que consideram Gyurcsany o único político capaz de reduzir o défice público de cerca de dez por cento do PIB.

Por seu lado, o Fidesz acusa o governo e a polícia de terem provocado os manifestantes, dando origem à violência, que se prolongou noite fora. Contam-se 167 feridos e 130 detenções, segundo o último balanço oficial. Os prejuízos materiais rondam os 800 mil euros. A isto juntam-se os danos para imagem do país, pois todos os olhos estavam postos em Budapeste para as comemorações da revolução anti-soviética de 1956.