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Moscovo e Kiev distanciam-se de uma nova guerra do gás

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Moscovo e Kiev distanciam-se de uma nova guerra do gás

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Está mais longe o cenário de uma guerra do gás semelhante à que se verificou no inverno passado entre a Rússia e a Ucrânia e que teve consequências para alguns países europeus. O primeiro-ministro ucraniano Viktor Ianoukovitch e o seu homólogo russo Mikhail Fradkov terão estabelecido em Kiev um acordo de princípio sobre as modalidades do abastecimento de gás à Ucrânia.

A Rússia fornece um quarto da energia consumida pela União Europeia e 80 por cento do gás destinado aos vinte e cinco é fornecido através de gasodutos ucranianos. Na crise do ano passado, o abastecimento à União sofreu perturbações face a um diferendo entre os dois países.

Agora Moscovo e Kiev estabeleceram um compromisso que agrada as duas partes. A tarifa estabelecida pela russa Gazprom à sua congénere ucraniana, Naftogaz, é de 104 euros por cada 1000 metros cúbicos. Actualmente, segundo o acordo provisório estabelecido no início do ano, a Ucrânia paga 73 euros por cada mil metros cúbicos.

Apesar de um aumento de 37 por cento, o preço do gás é substancialmente inferior às tarifas que a Gazprom pratica a alguns países europeus. A título de exemplo, pela mesma quantidade a Alemanha paga 225 euros e a Roménia 223 euros.