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Eleições no Congo sob o espectro da violência

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Eleições no Congo sob o espectro da violência

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A menos de 48 horas das eleições presidenciais na República Democrática do Congo, a situação permanece tensa. Esta quinta-feira um tiroteio entre apoiantes rivais fez quatro mortos. Foram atacadas estações de rádio e televisão apoiantes dos dois candidatos, o actual chefe de Estado, Joseph Kabila, e o vice-presidente Jean-Pierre Bemba.

Esta sexta-feira não se registaram incidentes mas há temores de que a violência regresse durante a votação ou mesmo depois de serem conhecidos os resultados, como refere John Stremlau do centro Jimmy Carter.“Não há eleições perfeitas, houve muitos desafios desta vez mas esperamos que o vencedor seja generoso para com o vencido e que o vencido aceite os resultados com equanimidade”, disse o responsável.

O conflito no Congo começou em Agosto de 1998 entre os rebeldes apoiados pelo Uganda, Ruanda e Burundi e as forças governamentais apoiadas pelo exercito de Angola, da Namíbia e do Zimbabwe. Em 2002, um acordo de paz pôs fim ao conflito e iniciou-se um fase de transição. No terreno, encontram-se 1200 soldados da força da União Europeia, entre eles 30 portugueses, e 17.600 capacetes azuis da ONU.