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Kabila prestes a conquistar a chefia do Estado

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Kabila prestes a conquistar a chefia do Estado

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A segunda volta das presidenciais na República Democrática do Congo deve decidir quem vai controlar as riquezas de um país sujeito à violência e à corrupção durante décadas. O actual chefe de Estado, Joseph Kabila, é o favorito das únicas eleições democráticas no país em 40 anos. Na primeira volta obteve 45 por cento dos sufrágios contra os 20 por cento do segundo candidato mais votado: o vice-presidente Jean-Pierre Bemba.

As eleições são o culminar do processo de paz que se seguiu à guerra civil que grassou entre 1998 e 2003 que gerou uma crise humanitária e provocou mais de quatro milhões de mortos.

Para a ONU, que tem mais de 17.000 capacetes azuis no terreno, as eleições na República Democrática do Congo são as mais importantes no continente africano desde o escrutínio na África do Sul que pôs termo ao regime de Apartheid. A tensão permanece elevada e este domingo há notícia de pelos menos dois mortos na sequência de confrontos junto a uma assembleia de voto. Um milhar de observadores internacionais acompanha o desenrolar do sufrágio.