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Luz verde para a entrada da extrema-direita no governo

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Luz verde para a entrada da extrema-direita no governo

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A coligação do primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, vai passar a contar com uma maioria confortável na Knesset, mas os analistas consideram que a entrada do partido de extrema-direita Beitenu no governo irá, muito provavelmente, complicar os esforços para reavivar o processo de paz israelo-palestiniano.

Depois de mais de um mês de guerra com o Hezbollah no Líbano, a promessa de desmantelamento de dezenas de colonatos saiu da agenda do Kadima, abrindo a porta à entrada do Beitenu de Avigdor Libermann. O ultranacionalista defende nomeadamente a anexação a Israel dos grandes colonatos na Cisjordânia.

A chegada de Libermann já provocou a demissão do Ministro da Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto. O trabalhista Ofir-Pinès-Paz afirmou que não pode estar ao lado um partido que tem uma plataforma racista, e anunciou a intenção de se candidatar a liderança dos trabalhistas, principais parceiros de coligação do Kadima.

Já a ministra da Educação, também trabalhista, defendeu que a chegada da extrema-direita, “não altera em nada o programa do governo”.

Um deputado árabe não hesitou em classificar Libermann de “fascista” e do comparar a Jean Marie Le Pen e Joerg Haider.

Libermann, que também defende a transferência de cerca de 1 milhão e 300 mil árabes israelitas para os territórios palestinianos, vai ser vice primeiro-ministro com a pasta dos Assuntos Estratégicos.