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Conservadores austríacos batem com a porta e recusam pertencer a coligação governamental

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Conservadores austríacos batem com a porta e recusam pertencer a coligação governamental

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A formação de governo na Áustria está difícil de concretizar. Os conservadores de Wolfgang Schussel suspenderam as negociações com os sociais-democratas para a formação de uma grande coligação para o executivo. Schussel diz que não há discussão possível enquanto houver na mesa uma perseguição contra o partido popular no caso do contrato para a compra de 18 aviões de combate em 2002.

Schussel exige saber quais são os custos de rescisão de contrato para a chancelaria. Segundo a imprensa austríaca, a suspensão do acordo poderá custar mil milhões de euros. A expectativa para resolver a situação está no presidente Heinz Fischer que deverá fazer o possível para evitar eleições antecipadas.

Logo a seguir ao sufrágio de 1 de Outubro, que os sociais-democratas venceram à tangente, Fischer incumbiu o vencedor Alfred Gusenbauer de formar governo. Gusenbauer quis formar uma coligação com os anteriores detentores do poder. Agora, com a suspensão das negociações, terá de se virar para os verdes, e para o partido de extrema-direita FPO para conseguir uma maioria no parlamento. O problema é que nem o próprio partido, o SPO, nem os verdes querem aliar-se à extrema-direita para governar.