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Estudo identifica anomalia na base da morte súbita de bebés

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Estudo identifica anomalia na base da morte súbita de bebés

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Um grupo de investigadores norte-americanos descobriu uma das pistas que poderão explicar a incidência da síndrome de morte súbita infantil. Um estudo publicado no Jornal da Associação Médica Americana dá o primeiro passo rumo à criação de um teste diagnóstico que permita evitar a morte súbita durante o sono dos bebés até seis meses de idade.

Marian Willinger, do Instituto americano de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano, diz que “o artigo publicado é importante porque identifica um problema bioquímico e estrutural na parte do cérebro que controla as funções vitais presumivelmente afectadas nos bebés que sofrem de morte súbita.”

O estudo revela que uma maior incidência de neurónios do tronco cerebral que produzem e se alimentam de serotonina e uma deficiência nos receptores da molécula nessas células são factores de risco.

Esta anomalia impede os cérebros de reagirem em situações de perigo, por exemplo, no caso das crianças deitadas de bruços começarem a asfixiar.

Por isso, deitar os bebés de barriga para cima e evitar os colchões macios e os excessos de agasalhos e de calor no quarto são recomendações a ter em conta.