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Historiadora nonagenária absolvida da acusação de ofensa religiosa

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Historiadora nonagenária absolvida da acusação de ofensa religiosa

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Uma historiadora turca de 92 anos foi esta quarta-feira absolvida por um tribunal de Istambul das acusações de insulto religioso e incitação ao ódio racial e religioso. Numa obra sobre a civilização suméria, Muazzez Ilmiye Cig baseou-se na tradução que fez de três mil placas de argila para afirmar que este tinha sido o primeiro povo da Antiguidade a usar o véu.

As acusações de que foi agora ilibada surgem com a conclusão seguinte avançada pela historiadora: há cinco mil anos, nos templos sumérios, eram as mulheres responsáveis pela iniciação sexual dos jovens que usavam o véu para se distinguirem das restantes sacerdotisas.

A acusada incorria numa pena até três anos de prisão. Este processo estava a ser seguido com muita atenção pela Comissão Europeia, preocupada com os atropelos à liberdade de expressão cometidos na Turquia.