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Cimeira em Pequim celebra 50 anos de amizade sino-africana

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Cimeira em Pequim celebra 50 anos de amizade sino-africana

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Organizada para comemorar 50 anos de amizade, a cimeira sino-africana deste fim-de-semana em Pequim é um exemplo claro da crescente influência e aposta da China em África. Líderes de mais de 40 países africanos convergiram para Pequim, onde até os representantes das nações africanas que reconhecem Tawain marcam presença como observadores.

No seu esforço para constituir uma reserva de 100 milhões de barris de petróleo nos próximos 5 anos, Pequim tem diversificado as suas fontes de aprovisionamento recorrendo a África e à América Latina. Angola tornou-se este ano no principal fornecedor de petróleo da China, ultrapassado a Arábia Saudita.

Em troca dos recursos energéticos Pequim tem cada vez investido mais no continente e deve anunciar durante a cimeira novos pacotes de ajuda para o desenvolvimento de África, para além, claro está, de muitos negócios. Se em 2000 as trocas comerciais representavam 11 mil milhões de dólares, este ano devem atingir os 50 mil milhões de dólares.

A China tem também apoiado países isolados pelas grandes potências ocidentais, casos do Zimbabué e do Sudão, onde já investiu mais de 6 mil milhões de euros. Não surpreende por isso que Omar el-Bashir agradeça o apoio de Pequim e continue a recusar o envio de forças de manutenção da paz da ONU para o Darfur, que segundo o presidente sudanês se “poderia tornar num segundo Iraque”.