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Peixe de viveiro poderá ser o único a resistir ao saque dos oceanos

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Peixe de viveiro poderá ser o único a resistir ao saque dos oceanos

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“Peixe só de viveiro”, a indicação que dentro de 50 anos poderá figurar nas ementas de todo o mundo. Um estudo realizado por uma equipa internacional de ecologistas e economistas, divulgado pela revista “Science” augura um futuro negro para o pescado selvagem.

Longe dos tempos da pesca artesanal, a exploração intensiva das últimas décadas e a poluição têm agravado a perda da biodiversidade marinha e consequentemente a capacidade de regeneração dos oceanos. Os números são preocupantes, desde os anos 60, 29% das espécies marítimas encontram-se à beira da extinção. Até 2048 todas as espécies poderão encontrar-se na mesma situação.

Um dos responsáveis do estudo, Boris Worm, afirma que “estamos à beira do fim da linha. Conseguimos ver onde nos vai levar esta tendência actual. Se continuarmos a actuar da mesma forma que nos últimos cinquenta anos, arriscamo-nos a nunca mais voltar a ver uma grande pescaria”.

Os autores pensam no entanto que ainda há tempo para inverter a situação gerindo a pesca de uma forma sustentável, agindo sobre o controlo da poluição e manutenção dos habitats essenciais, assim como criando novas reservas marinhas. “Se determinadas áreas forem suficientemente protegidas, poderemos assistir a uma recuperação das especies oceânicas, da estabilidade e productividade do ecossistema marinho e consequentemente dos benefícios económicos dos pescadores”. Uma mensagem para reflectir durante a próxima refeição de peixe: o ecossistema marinho está na base do equilíbrio da vida na terra.