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Prisão preventiva para quatro menores envolvidos no incêndio em Marselha

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Prisão preventiva para quatro menores envolvidos no incêndio em Marselha

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Quatro dos cinco menores suspeitos de terem incendiado um autocarro em Marselha vão aguardar julgamento em prisão preventiva. Os jovens que foram formalmente acusados têm idades compreendidas entre os 15 e os 17 anos. Assumiram o envolvimento no incêndio que deixou uma passageira entre a vida e a morte, mas rejeitam terem originado o fogo. O pai de um destes jovens está revoltado com a decisão do juiz.

Para o procurador da república de Marselha, Jacques Baume, foi o ambiente de “excitação colectiva” que se viveu no dia do crime que levou os responsáveis a incendiar o autocarro. Baume diz mesmo que foi uma tentativa de imitar os acontecimentos passados na região de Paris. O procurador referia-se aos tumultos originados pela comemoração do primeiro aniversário dos motins nos bairros sensíveis na periferia da capital.

A apoiar a versão dos jovens surgem as declarações do advogado de defesa de um dos menores formalmente acusados. Thierry Ospital diz ter a sensação que os jovens em questão não são os únicos responsáveis. Segundo ele, não são sequer os “autores principais”.

O quinto adolescente encontra-se em liberdade e vai servir de testemunha no processo. O delito de fogo posto que origine mutilação ou deficiência pode ser punido com uma pena até 30 anos de prisão. A vítima, uma mulher de 26 anos de origem senegalesa, sofreu queimaduras graves em mais de 60% do corpo e está em coma no hospital.