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Dia Nacional da Rússia marcado por confrontos em São Petersburgo

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Dia Nacional da Rússia marcado por confrontos em São Petersburgo

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“Aqui não entram fascistas”: os gritos dos manifestantes antifascistas, em São Petersburgo, incendiaram os ânimos e houve confrontos com os nacionalistas na segunda cidade russa quando o país festejava o Dia da Unidade Nacional. A violência já era esperada. Os nacionalistas e neonazis russos realizaram os protestos que tinham marcado para este sábado em todo o país, mesmo sem autorização e apesar do dispositivo de segurança.

A polícia usou gás lacrimogéneo e deteve pelo menos 20 pessoas em São Petersburgo. Em Moscovo, as duas manifestações não chegaram a cruzar-se, devido ao forte dispositivo de segurança, mas houve detenções. A agência de notícias Novostei fala de mais de 200 pessoas detidas. Mais de 500, de acordo com os organizadores do protesto da extrema-direita, que conseguiram reunir na capital cerca de três mil nacionalistas e neonazis. Uma manifestação ilegal contra os imigrantes e quando a Rússia assiste ao aumento dos ataques racistas.

Não muito longe, estavam reunidos 1500 antifascistas que tinham sido autorizadas a reunirem-se na praça Polochad. Ao mesmo tempo, na Praça Vermelha, o presidente Vladimir Putin depositava flores no monumento Minin e Pozharsky, heróis da revolução de 1612, que pôs fim à ocupação polaca. Este feriado nacional, criado no ano passado, substituiu o de 7 de Novembro, que celebrava a revolução bolchevique de 1917.