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Economia dos EUA não deve sofrer com eleições

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Economia dos EUA não deve sofrer com eleições

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Apesar do clima de incerteza nas bolsas, causada pela previsão de um maior proteccionismo económico, a política económica dos Estados Unidos não deve sofrer uma grande mudança depois das eleições de terça-feira, que ditaram uma nova maioria democrata na Câmara dos Representantes e no Senado.

Essa é a opinião da maioria dos analistas. O poder executivo está nas mãos do presidente Bush e, mesmo com esta maioria, os democratas vão ter pouca margem de manobra para levar a cabo reformas económicas.

O cenário, para o próximo ano, é de abrandamento, a acreditar nas previsões do FMI, com o crescimento do PIB a desacelerar dos 3,4 para os 2,8%, a taxa de desemprego a crescer um décimo percentual e o défice orçamental a subir dos 198 para os 200 mil milhões de euros.

As políticas da Reserva Federal devem também ser pouco afectadas. A Fed, presidida por Ben Bernanke, tem mantido a taxa de juro estável a 5,25%, depois de uma série de subidas. É possível que haja uma nova subida, no próximo mês, e se houver uma razão para Bernanke mudar de ideias, não será a mudança política no congresso.

No que toca ao mercado de emprego, a única mudança previsível é a subida do salário mínimo, uma das poucas medidas que os democratas devem conseguir fazer passar. Prevê-se uma ligeira subida na taxa de desemprego. Os salários mais altos podem contribuir para a tendência, uma vez que as empresas passam a contratar menos.

Salários mais altos significam também mais poder de compra, o que pode agravar a inflação.

As bolsas reagiram em queda à vitória dos democratas. No entanto, Wall Street esteve em alta no início da semana, incluindo no próprio dia das eleições, o que demonstra a confiança dos investidores no clima económivo.