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Beirute sem solução para a crise política

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Beirute sem solução para a crise política

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O Líbano está mergulhado na crise política. O Hezbollah ameaça com importantes protestos de rua após o fracasso das negociações para formar um governo de unidade nacional. O movimento xiita pretende, tal como o aliado Amal, maior influência no executivo libanês.

O desacordo entre o campo pró-sírio e a maioria parlamentar liderada por Saad Hariri agravou-se nos últimos dias com o debate acerca da criação de um tribunal internacional para julgar os autores do assassinato do ex-primeiro-ministro Rafic Hariri. O líder da maioria anti-síria acusa Damasco e Teerão de tentarem impedir a criação do tribunal e apelou ao governo de Fuad Siniora para adoptar o projecto avançado sexta-feira pelas Nações Unidas.

O pai de Saad Hariri e antecessor de Siniora morreu a 14 de Fevereiro de 2005, vítima de um atentado de grandes proporções em Beirute.

Uma comissão de inquérito da ONU já apontou antes o dedo a responsáveis sírios e aos seus aliados libaneses.

Esta segunda-feira, o executivo de Siniora debate a aprovação do tribunal internacional numa reunião onde não participará o presidente Emile Lahoud, que acusa o governo libanês de falta de legitimidade depois da demissão de cinco ministros do Hezbollah e do Amal.