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Líbano quer julgar assasinos de Rafik Hariri em tribunal especial

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Líbano quer julgar assasinos de Rafik Hariri em tribunal especial

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O governo libanês aprovou a resolução proposta pro pelas Nações Unidas para a criação de um tribunal especial destinado a julgar os responsáveis pela morte do antigo primeiro-ministro Rafik al-Hariri. O actual chefe do executivo, Fouad Siniora, insistiu em realizar a reunião para avaliar este projecto apesar da demissão do um ministro, apenas momentos antes.

É já o sexto responsável do governo abandonar o executivo. Sábado cinco ministros xiitas, entres os quais o dois únicos pertencentes ao Hezbollah, demitiram-se. Na origem dos pedidos de demissão estará o fracasso do “diálogo entre os principais líderes políticos e religiosos do país para a criação de um governo de unidade nacional”.

A demissão dos ministros não foi aceite por Siniora e a coligação anti-síria no hemiciclo rotulou a manobra como uma tentativa para impedir a formação de um tribunal internacional encarregue de julgar os assassinos do antigo líder do executivo libanês Rafic Hariri, morto num atentado em 14 Fevereiro de 2004.

Os dois relatórios da Comissão de Inquérito da ONU responsabilizam a Síria pelo assassínio de Hariri. O texto hoje aprovado para a criação de um tribunal deverá ser reenviado ao conselho de segurança para ser votado, sendo o início de um longo processo de ratificação.