Última hora

Última hora

Blair e Bush discordam sobre a possibilidade de implicar o Irão na estratégia para o Iraque

Em leitura:

Blair e Bush discordam sobre a possibilidade de implicar o Irão na estratégia para o Iraque

Tamanho do texto Aa Aa

Os Estados Unidos e o Reino Unido mobilizaram-se ontem, em separado, para definir uma nova abordagem para o Iraque. É na implicação do Irão na resolução do conflito, que surge o grande diferendo. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, deixou claro que a situação no Iraque é um problema de toda a região e que é preciso desafiar os vizinhos a cooperar.

“A grande parte da resposta para o Iraque não vai ser encontrada no país em si, mas na região, onde se encontram as raízes deste terrorismo global. É aquilo a que chamo uma estratégia para todo o Médio Oriente, o que não significa que (ao envolvermos a Síria e o Irão neste conflito) estejamos a alterar as nossas políticas” relativamente a estes países.

Com a Administração pressionada pelos democratas a alterar a estratégia para o Iraque, reuniu-se ontem uma comissão bipartidária encarregue de encontrar respostas para o conflito. Deste grupo faz parte o antigo secretário de estado, o republicano James Baker que avisou que os Estados Unidos devem “falar com os seus inimigos”.

No entanto, Bush descartou a possibilidade de iniciar discussões directas com o Irão caso a República islâmica mantenha o seu programa nuclear. A reacção democrata não se fez esperar, na voz de Carl Levin. “Estamos a afundar-nos num buraco cada vez maior. Devíamos parar de escavar e procurar alternativas para promover as hipóteses de sucesso no Iraque”. A comissão encarregue de formular recomendações para uma estratégia de estabilização do Iraque, encontra-se hoje com os democratas e está prevista uma videoconferência com Blair.