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CE dá luz verde à fusão GDF/Suex

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CE dá luz verde à fusão GDF/Suex

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A fusão entre a Gaz de France e a Suez tem já o sim da Comissão Europeia para poder avançar. Aquele que é um dos negócios mais comentados dos últimos tempos, que fez correr muita tinta em França e obrigou o parlamento a aprovar uma lei feita por medida, pode ir em frente, mas com algumas condições.

A comissária para a concorrência, Neelie Kroes, diz que as medidas anunciadas pelas duas empresas energéticas permite manter a concorrência: “Efectivamente, aprovámos a fusão. São dois grandes actores que se juntam. Investigámos o plano e tomámos a decisão. Isso significa um passo em frente para os consumidores e para as empresas, com as condições que impusemos, porque de outra forma seria um risco. A Comissão tem consciência de que é benéfico para os consumidores”.

O grupo resultante da fusão passa estar, em mais de metade, disperso em bolsa ou por pequenos accionistas. O Estado francês passa a deter cerca de um terço do capital e pouco mais de 10% vai estar nas mãos de investidores institucionais franceses. A fatia dos empregados da GDF será de 1,2%.

A principal condição imposta por Bruxelas é a venda das participações que ambas as empresas francesas detêm em companhias de gás e electricidade, como a SPE, a Distrigaz e a Fluxys. A Suez controla a principal operadora energética da Bélgica, Electrabel. É este o activo que o grupo, resultante da fusão, quer preservar a todo o custo. A Comissão concluiu que não haveria um efeito negativo na concorrência nos países, além da França e da Bélgica, onde os grupos têm operações: Reino Unido, Luxemburgo, Holanda e Hungria.