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Irão e Síria continuam de costas voltadas para o Ocidente

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Irão e Síria continuam de costas voltadas para o Ocidente

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Verdadeiro diálogo de surdos é o que se estabeleceu no eixo Washington- Londres, e no eixo Teerão-Damasco. Ahmadinejad diz que está pronto a negociar com os Estados Unidos mas depois apresenta condições impossíveis. Os Estados Unidos não querem conversações com o Irão enquanto não forem preenchidas certas condições… Então, de onde chega o malentendido? Ontem, Bush dizia-se aberto a novas ideias: “Dizia que acreditava que era importante vencer no Iraque, não só para segurança dos americanos, mas para segurança do Médio Oriente, por isso procurava novas ideias.”

O que foi imediatamente interpretado como uma possível abertura a um diálogo com a Síria e o Irão pois Bush está a trabalhar com um grupo de peritos sobre o Iraque que o poderiam ter aconselhado nesse sentido. Mas, na mesma intervenção, Bush desmentia tal ideia: “Deixamos bem claro que a nossa posição sobre o Irão não mudou”.

A confusão também veio de Tony Blair a quem foi atribuída a intenção de reviravolta estratégica.E, se a primeira parte do seu discurso podia suscitar dúvidas, a segunda era clara: “A maior parte da resposta à questão do Iraque não está dentro do Iraque mas em toda a região. É toda a estratégia do Médio Oriente. E há um malentendido fundamental relativo à mudança política na Síria e no Irão”.

Mas… Blair queria apenas concluir que “ofereceu ao Irão uma escolha estratégica que era a de não impedir o processo de paz do Médio Oriente. A de acabar com o apoio ao terrorismo no Líbano e no Iraque. E a alternativa a não fazer isso era a de enfrentar o consequente isolamento. “ Sendo assim, não há mudanças à vista. Mas Teerão tem uma escolha estratégica, segundo Blair. E Damasco, o que lhe foi oferecido? Talvez seja lá que Londres e Washington possam negociar algumas mudanças.