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Rumsfeld enfrenta acusações de "responsabilidade em casos de tortura"

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Rumsfeld enfrenta acusações de "responsabilidade em casos de tortura"

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Donald Rumsfeld pode ter de enfrentar o tribunal por alegada responsabilidade em casos de tortura a prisioneiros de guerra em Abu Grahib e Guantanamo. Um grupo internacional de advogados pôs uma acção na Alemanha contra o secretário da defesa demissionário.

Testemunha chave no processo é Janis Karpinski, uma antiga responsável de vários centros de detenção no Iraque, nomeadamente em Abu Grahib. “O comandante das forças norte-americanas no Iraque assinou um documento de oito páginas que autorizava uma lista de técnicas de interrogatório. Ele nunca me mostrou o documento”.

A queixa foi apresentada na Alemanha ao abrigo de uma lei germânica que permite o julgamento de crimes de guerra independentemente do país onde foram cometidos. As acusações são feitas em nome de 12 alegadas vítimas de tortura enquanto estavam detidas.

O processo não pode ser levado ao Tribunal Criminal Internacional porque os Estados Unidos não são membro e também não pode ser julgado pelas Nações Unidas porque o país tem poder de veto. A organização dos direitos civis norte-americana que encabeça a queixa acredita que há maiores hipóteses de sucesso porque as repercussões políticas não são tão fortes agora que o antigo chefe do Pentágono renunciou ao cargo.