Última hora

Última hora

Mauritânia vai a votos para "devolver o poder aos civis", diz Junta Mlitar

Em leitura:

Mauritânia vai a votos para "devolver o poder aos civis", diz Junta Mlitar

Tamanho do texto Aa Aa

A Mauritânia vota este domingo numas eleições históricas que pretendem consolidar a democracia no país. Cinco formações políticas apresentam-se como favoritas, num total de 30 candidaturas que concorrem em mais de 400 listas para as legislativas e perto de 1200 nas municipais. Cinco centenas de observadores internacionais, entre eles quase 90 da União Europeia, vão supervisionar o escrutínio.

O representante do Parlamento Europeu, Alain Hutchinson, considera que há ainda muito trabalho a fazer: “Achamos que este é um pequeno passo num processo muito longo. Não se pode resolver todos os problemas decorrentes de 30 anos de ditadura numa só eleição”.

Pouco mais de um milhão de eleitores participa nas eleições, depois de um referendo que mudou as regras eleitorais. A nova lei obriga à eleição um mínimo de 20 por cento de mulheres para o parlamento, num país que é muçulmano. Ramdane Tadjine, candidata a um lugar no parlamento pelo Partido para a Democracia e Renovação, diz que “a quota feminina na assembleia é muito imortante, pois permite às mulheres participarem a 100 por cento no desenvolvimento do país”. A Junta que governa o país desde o golpe de Estado de 3 de Agosto de 2005 prometeu que os militares não seriam candidatos nestas eleições para garantir a transparência do processo.