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Moscovo nega implicação no envenenamento de ex-espião russo mas não acaba com acusações

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Moscovo nega implicação no envenenamento de ex-espião russo mas não acaba com acusações

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Foram reveladas as primeiras imagens de Alexander Litvinenko no hospital, horas depois de se ter registado um agravamento do seu estado de saúde. O ex-espião do FSB encontra-se entre a vida e morte no University College Hospital, em Londres. Está internado desde início de Novembro após um alegado envenenado pelos serviços secretos russos com tálio, uma substância altamente tóxica usada em raticidas e insecticidas.

A Scotland Yard está a investigar o caso. Moscovo reagiu pela primeira vez e desmente qualquer implicação, mas não consegue pôr fim às acusações. A mais recente é a do ex-general responsável pelo ex-KGB no Reino Unido, exilado também em Londres, que diz que só os serviços secretos russos podem fazer tal coisa e que também ele se sente ameaçado.

Alexander Litvinenko, ex-tenente-coronel do FSB, com 43 anos e com nacionalidade britânica há um mês, vive em Londres desde 2001, depois de ter revelado um plano do ex-KGB para matar Boris Berezovski, mesmo sendo aliado de Boris Eltsine. O oligarca russo, exilado no Reino Unido, é procurado pela justiça do seu país e é uma das vozes que apela à destituição do actual poder na Rússia.

Segundo um antigo espião, Litvinenko, autor de livros com acusações aos superiores e ao antigo colega Vladimir Putin, foi envenenado por um homem de negócios russo antes do encontro, num restaurante japonês de Londres, com um italiano que teria informações sobre os assassinos de Anna Politkovskaya. A jornalista russa, uma das vozes críticas do Kremlin, foi abatida em Moscovo no início de Outubro.