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Quotas de pesca para 2007 lançam a discórdia

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Quotas de pesca para 2007 lançam a discórdia

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Começou o braço-de-ferro sobre as quotas de pesca. A nova proposta da Comissão Europeia, embora mais suave do que a apresentada em Setembro, continua a não fazer a unanimidade. Bruxelas quer proteger, sobretudo, as frágeis espécies de águas profundas – as que vivem entre os 400 e os dois mil metros de profundidade. Por isso, prevê um corte das capturas de 33% ao ano, em 2007 e 2008. Mas Portugal, Espanha, França e Itália, entre outros, recusam a proposta, dizendo-se disponíveis para reduzir as capturas até 15 por cento ao ano. Esta terça-feira, os ministros discutem a política de pescas para o Mediterrâneo. As discussões bilaterais com os treze países directamente interessados já começaram.

Para proteger espécies como a solha, o salmonete, o robalo ou a pescada, Bruxelas propõem aumentar a malha das redes, para evitar a captura de animais demasiado pequenos. A Comissão sugere ainda a criação de zonas protegidas – temporária ou permanentemente – para a reprodução.

Em debate vai estar também a instalação, a bordo, de meios de controlo electrónico das pescas em tempo real – algo que os pescadores não vêem com bons olhos. A presidência finlandesa da União está confiante que será possível chegar a um acordo. A decisão, nesta matéria, é tomada por maioria qualificada. Se ela não existir, o acordo fica em suspenso até à reunião de Dezembro.