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Um teste de democracia para a Mauritânea

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Um teste de democracia para a Mauritânea

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A Mauritânia realiza o seu primeiro teste de democracia e já se contam os votos da ida às urnas. Os 87 observadores da União Europeia às legislativas e municipais mauritanas de domingo não reportaram qualquer “incidente particular” até ao fecho das urnas. A chefe da missão de Bruxelas, Marie-Anne Isler Beguin apenas criticou a existência de propaganda eleitoral nas assembleias de voto, sobretudo na província. Todavia, valorizou a forte representação das forças políticas e da sociedade civil, como “garantia do bom desenrolar do escrutínio”.

A contagem dos votos decorre sob a vigilância dos observadores e representantes das forças políticas, bem como da Comissão Eleitoral Nacional Independente. A Junta Militar, que em Agosto de 2005 depôs o então presidente Muauiya Uld Sidi Ahmed Taya, comprometeu-se em Novembro de 2005 a iniciar uma transição democrática que permitiria devolver o poder aos civis num prazo de 19 meses.

O processo de transição democrática começou de forma efectiva a 25 de Junho passado, com um referendo constitucional que aprovou a nova Carta Magna do país. A nova Constituição reduz o mandato presidencial para cinco anos e só permite que o chefe de Estado concorra a um segundo mandato. A reforma constitucional contava com o apoio da grande maioria das forças políticas da Mauritània, antiga colónia francesa que conseguiu a independência em 1960 e que nas últimas décadas foi alvo de vários golpes de Estado. O processo de transição democrática continuará em Janeiro com as eleições dos senadores e culminará em Março com a eleição do novo chefe de Estado.