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Homicídio de ministro lança o Líbano da incerteza

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Homicídio de ministro lança o Líbano da incerteza

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O ministro libanês da Indústria, Pierre Gemayel, foi assassinado a tiro durante a tarde num bairro cristão de Beirute. Gemayel era membro do Partido Falangista e um dos principais apoiantes do primeiro-ministro Fouad Siniora, que enfrenta dificuldades face aos xiitas do Hezbollah.

Nos últimos meses têm sido muitas as personalidades com posições anti-sírias que, tal como o dirigente cristão-maronita, têm sido alvo de ataques. O caso mais importante foi o assassinato do ex-primeiro-ministro sunita Rafic Hariri, em Fevereiro de 2005. O filho deste último, que dirige a actual maioria parlamentar anti-síria, acusou implicitamente Damasco de estar por detrás de mais esta morte. Para Saad Hariri, o regime de Bashir al-Assad pretende impedir a implementação do tribunal das Nações Unidas que deve julgar os responsáveis pelo homicídio do pai. A Síria por seu turno apressou-se a condenar este assassinato, transmitiu a agência noticiosa nacional.

Pierre Gemayel tinha 34 anos e era neto do fundador do partido Falangista, um dos beligerantes da guerra civil que eclodiu em 1975. O pai da vítima é Amin Gemayel que foi chefe de Estado entre 1982 e 1988. O seu tio, Beshir Gemayel, também foi assassinado em 1982, menos de um mês depois de ter alcançado a presidência do Líbano.