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Dirigente da Volkswagen detido em escândalo de corrupção

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Dirigente da Volkswagen detido em escândalo de corrupção

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O antigo presidente da comissão de trabalhadores da Volkswagen foi detido no quadro do escândalo de corrupção que afecta desde o ano passado o grupo automóvel alemão. Klaus Volkert é suspeito de ter recebido quase dois milhões de euros em luvas da direcção de recursos humanos da empresa. A sua detenção foi decidida depois de Klaus-Joachim Gebauer, outro executivo da Volkswagen envolvido no processo, ter revelado que Volkert o terá pressionado para alterar declarações anteriores. Volkert pretenderia assim reduzir ou até escapar a uma eventual pena de prisão.

Na semana passada, o ex-director dos recursos humanos da Volkswagen, Peter Hartz, foi formalmente acusado de 44 crimes de abuso de confiança relacionados com o caso. A principal acusação referia-se a desvio de capitais, uma parte dos quais terão sido encaminhados para Volkert.

Ontem, as más notícias no seio do grupo alemão estenderam-se à Bélgica. A Volkswagen pode suprimir entre 3000 e 4000 empregos na fábrica de Bruxelas, depois de anunciar o fim da produção do modelo Golf nas fábricas fora da Alemanha. Outras fábricas na Europa Ocidental irão sofrer remodelações, o que pode afectar os empregos na linha de montagem de Palmela.