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Morte de Gemayel faz temer pela estabilidade do Líbano

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Morte de Gemayel faz temer pela estabilidade do Líbano

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O féretro de Pierre Gemayel chegou esta manhã a Bikfayya, a leste de Beirute, onde será sepultado na quinta-feira. O ministro da Indústria do Líbano foi ontem assassinado num subúrbio cristão de Beirute. O atentado gerou uma onda de choque na comunidade internacional, que repudiou o crime e teme uma nova escalada de violência no País do Cedro.

O presidente norte-americano George W. Bush apelou à realização de um inquérito a esta morte, a sexta de políticos anti-sírios em menos de 2 anos. A presidência finlandesa da União Europeia instou todas as facções políticas libanesas a evitarem desestabilizar ainda mais o país e reiterou o apoio ao governo legítimo e democraticamente eleito do País do Cedro.

O homicídio de Pierre Gemayel deixa o governo libanês numa posição delicada após a demissão de seis ministros pró-sírios.

O abandono de outros dois membros do governo fará cair o executivo de Fuad Siniora. Nas ruas de Beirute, a população lamentava o crime e a instabilidade em que o país mergulhou.

Um popular acusa: “A pessoa que foi há dias à televisão anunciar que iam ter lugar atentados tem de ser investigada. Somos nós que pagamos o preço.”

“O Líbano era um país próspero. É uma pena chegarmos a este ponto de destruição e de assassinatos. Até onde isto nos vai levar?”, pergunta-se outro inquirido.

Entre os aliados anti-sírios de Gemayel aponta-se o dedo a Damasco, porém o governo da Síria rejeitou as acusações e condenou o ataque.

Para alguns analistas, este crime faz parte da guerra política contra a criação de um tribunal internacional para julgar o homicídio do ex-primeiro-ministro Rafic Hariri, como defendido pelo governo.