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Anti-sírios recuperam destaque no Líbano após morte de Gemayel

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Anti-sírios recuperam destaque no Líbano após morte de Gemayel

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A morte do libanês Pierre Gemayel devolveu aos políticos anti-sírios o protagonismo perdido para o Hezbollah após o conflito com Israel. O assassinato do jovem ministro em ascensão, descendente de um clã político cristão proeminente no Líbano, despoletou acusações de que Damasco seria responsável pelo crime. Um acontecimento que aprofundou o fosso político em torno governo de Fouad Siniora.

Dezenas de milhares de libaneses concentraram-se nas ruas de Beirute para homenagear aquele que é já aclamado como um mártir por ser a sexta personalidade anti-síria assassinada em menos de dois anos. Samir Geagea, um dirigente maronita que liderou uma força de extrema-direita no fim da guerra civil do Líbano, foi apontado com um dos apoiantes de um protesto contra o presidente Emile Lahoud, para exigir a sua demissão ou a aprovação da criação de um tribunal especial para investigar a morte do antigo primeiro-ministro Rafik Hariri. A morte de Gemayel aconteceu em plena luta de poder entre o chefe do executivo e facções pró-sírias lideradas pelo Hezbollah a respeito da criação de um tribunal especial.