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Funeral de Gemayel gera protesto maciço

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Funeral de Gemayel gera protesto maciço

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Os libaneses mobilizaram-se para chorar o último mártir. A cerimónia fúnebre de Pierre Gemayel decorreu em Beirute na catedral de São Jorge dos Maronitas. As exéquias do jovem ministro tornaram-se numa manifestação de apoio ao chefe do executivo Fouad Siniora que enfrenta o Hezbollah xiita numa dura batalha política. Frente a frente, duas concepções da independência do país.

Desde muito cedo que milhares de pessoas acorreram à Praça dos Mártires, no centro da capital. O rossio, rebaptizado simbolicamente Praça da Liberdade, na sequência de uma manifestação semelhante após o homicídio do ex-primeiro-ministro Rafic Hariri, é novamente ocupado pelos opositores à influência síria na política interna libanesa.

A Síria é tida como responsável pelos assassinatos políticos dos últimos dois anos. A acusação é lançada por personalidades como Saad Hariri, que lidera a maioria anti-síria no parlamento, para quem Damasco pretende evitar a criação de um tribunal internacional para julgar os responsáveis pelo homicídio do seu pai. Os manifestantes empunham igualmente cartazes apontando o dedo à Síria. O regime de Bashar al-Assad refuta as acusações.