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Governo de Bruxelas cria célula de crise

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Governo de Bruxelas cria célula de crise

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O governo regional de Bruxelas reuniu uma célula de crise, esta quinta-feira, para estudar o caso dos 4000 trabalhadores da fábrica da Volkswagen que vão ser despedidos. Esta célula tem o apoio do governo federal belga e tem como objectivo acompanhar estes trabalhadores na procura de novos empregos, sem substituír o diálogo social no seio da empresa, isto na altura em que os trabalhadores em greve passam a receber apenas 25 euros por dia.

Diz um operário, “com esse dinheiro, as pessoas não vão conseguir controlar a situação. Todos nós precisamos de fazer compras, e o que é que se consegue com 25 euros por dia?”

Na pequena cidade de Forest, nos arredores de Bruxelas, onde está instalada a fábrica, o concessionário local da Volkswagen teme um boicote. Além do impacto económico que o fim da maior parte dos empregos da fábrica tem na cidade, a população pode virar-se contra a marca.

Explica uma funcionária do stand: “É claro que vai haver um choque na população. É verdade que há muita gente que trabalha lá e vai haver desemprego. Acho que sim, isso pode provocar uma diminuição nas vendas”.

A Volkswagen anunciou que iria suprimir a maior parte dos empregos, entre 3500 e 4000, na única fábrica que detém na Bélgica, isto por acabar com a produção do modelo Golf em todas as fábricas fora do território alemão.

Os trabalhadores estão em greve desde sexta-feira.