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Manifestação anti-síria acompanha funeral de Gemayel

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Manifestação anti-síria acompanha funeral de Gemayel

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Os libaneses prestaram tributo ao mais recente mártir da luta contra a dominação síria: Pierre Gemayel, o ministro da Indústria abatido aos 34 anos. Milhares de pessoas juntaram-se na Praça dos Mártires para uma homenagem e um grito de revolta. O vizinho sírio, que continua a interferir na política interna, foi insultado. O regime de Damasco é responsabilizado pela morte de homens como Rafic Hariri, o ex-primeiro-ministro assassinado em Fevereiro do ano passado.

Cristão-maronita, o defunto pertencia a uma linhagem política. O pai, Amim Gemayel, foi presidente na década de 80. Juntamente com o sunita Saad Hariri, o ministro da Indústria assassinado fazia parte de uma jovem geração de políticos que pretende a emancipação do jugo sírio. Uma dominação que esteve representada por Nabih Berri, presidente do parlamento e líder do partido xiita Amal. O chefe de Estado, Émil Lahoud, um fiel aliado de Damasco, não se deslocou à Catedral de São Jorge dos Maronitas no centro de Beirute.

Depois da cerimónia fúnebre na capital, o cortejo dirigiu-se para a cidade natal da família Gemayel, Bekfaya, uma localidade dos arredores montanhosos de Beirute. A família clama por justiça. Mas os esforços do clã Gemayel podem ser vãos. Desde o homícidio de Rafic Hariri que a maioria parlamentar anti-síria pretende julgar os responsáveis pela sua morte. O assassinato de Pierre Gemayel é visto pelos críticos de Damasco como uma forma de impedir esse julgamento e dividir os diferentes grupos confessionais que compõem o mosaico libanês.