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Ex-agente russo não resistiu ao veneno

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Ex-agente russo não resistiu ao veneno

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Alexander Litvinenko, o antigo agente secreto russo, envenenado no princípio de Novembro, morreu esta quinta-feira, no Hospital Universitário de Londres. Os médicos não conseguiram determinar o tipo de veneno que terá sido utilizado, por terem passado muitos dias entre o envenenamento e a altura em que o paciente foi transferido para esta unidade hospitalar. Espera-se agora que a autópsia possa esclarecer. A primeira suspeita recaiu sobre o tálio, um metal muito tóxico do qual apenas um grama pode matar.

Pouco antes de começar a sentir-se doente, Litvinenko tomou chá num hotel de Londres com dois russos entre os quais um misterioso Vladimir e depois jantou com um italiano, Mario Scaramella, que o terá informado que constava da lista dos homens a abater pelo FSB.

O toxicólogo Tony Dayan explica que “para se detectar o veneno é preciso fazer análises especificas muito rapidamente porque, semanas depois, as substâncias já não estão no organismo, só restam os efeitos devastadores que causaram”.

Antes de perder a consciência, Litvinenko tinha acusado directamente o Kremlin de ser responsável pelo seu envenennamento.

O ex-agente russo exilado em Londres estava alegadamente a investigar a morte da jornalista Anna Politovskaia e tinha escrito um livro onde acusava o FSB de ser responsável pelas explosões em Moscovo, que no final dos anos 90 mataram 300 pessoas, para incriminar os rebeldes chechenos.