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Chade à mercê dos guerrilheiros

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Chade à mercê dos guerrilheiros

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As populações das aldeias do Chade próximas da fronteira com o Sudão, têm vindo a ser alvo de ataques dos rebeldes. Mais de 90 mil pessoas foram já obrigadas a refugiar-se noutras regiões. Os ataques de grupos de guerrilheiros progridem no país. As autoridades do Chade apelaram, este domingo, à calma e à serenidade, desmentindo a notícia segundo a qual uma coluna de rebeldes se dirigia para a capital, N’djamena.

Os rebeldes foram vistos a cerca de 400 quilómetros da capital. Na noite de sábado para domingo tinham atacado as cidades de Abéché e Biltine, no corredor que liga a fronteira com a capital e por onde passa toda a ajuda humanitária para os cerca de 200 mil refugiados da região sudanesa do Darfur, que se encontram em território chadiano, e aos quais se juntam agora os refugiados do Chade.

Temem-se ataques aos próprios campos de refugiados. O presidente Idriss Déby, há algum tempo que acusa o Sudão e agora também a Arábia Saudita de apoiarem a guerrilha chadiana e exportarem o conflito do Sudão para toda a região.

Os rebeldes do Leste do país, que lançaram este ano uma série de ataques contra localidades fronteiriças, chegaram mesmo a N’djamena, em Abril passado. Os ataques das últimas semanas levaram o governo a decretar o estado de emergência.