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Equador elege Rafael Correia para presidente

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Equador elege Rafael Correia para presidente

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A confirmarem-se as sondagens à boca das urnas, o Equador é mais um dos países da Amércia Latina a virar à esquerda. Rafael Correa canta vitória na segunda volta das presidenciais, mas os resultados oficiais só deverão ser conhecidos a partir de terça-feira. Se os resultados seguirem as projecções, Correa será o segundo dirigente de um país latino americano a inspirar-se na revolução bolívariana, que já norteia Hugo Chavez.

Este ex-ministro da Economia, formado nos Estados Unidos prometeu nacionalizar o sector do petróleo – explorado em grande maioria por empresas norte-americanas – e reintegrar o Equador na OPEP, ignorar o acordo das livres trocas comerciais com Washington para além de lutar pela anulação da dívida externa do país.

O seu adversário, Alvaro Noboa, empresário das bananas, multimilionário e ultra-liberal, apresentou-se pela terceira vez às presidenciais, multiplicando as promessas de benesses sociais, nomeadamente emprego e habitação.

Noboa também acredita na vitória e repetiu de novo após o encerramento das urnas que vai obrigar à recontagem dos votos um a um se não ganhar.

O Equador, maior exportador mundial de bananas, tem vivido na última década em instabilidade política. Três presidentes foram obrigados a deixar o cargo, vítimas da hostilidades parlamentar ou da pressão nas ruas.