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Divisões políticas marcam cimeira da CEI na Bielorrússia

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Divisões políticas marcam cimeira da CEI na Bielorrússia

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Foi sob um ambiente pesado, com divisões políticas e comerciais, que se desenrolou a cimeira da CEI, a Comunidade de Estados Independentes. Os representantes de onze antigas repúblicas soviéticas estiveram na Bielorrússia a tentar encontrar consensos, mas a tarefa não é fácil.

A provar isso está a presença em Minsk de presidentes de três repúblicas separatistas, duas da Geórigia e outra da Moldávia. Todas querem a reintegração na Rússia. A CEI foi criada há 15 anos para gerir a desintegração da URSS, mas agora a união entre as 12 repúblicas é cada vez menos evidente. Tanto a Geórgia como a Moldávia e ainda a Ucrânia tentam distanciar-se o mais possível de Moscovo para aderirem à NATO.

A maneira que o presidente Vladimir Putin tem usado para manter os membros da CEI junto de Moscovo é impondo bloqueios económicos. Já o fez à Geórgia que respondeu com um eventual veto à entrada da Rússia na Organização Mundial do Comércio e o possível abandono da CEI. Moscovo embargou também produtos moldavos e mesmo com a Bielorrússia, que se mantém próxima do Kremlin, as relações estão tensas.

A Rússia triplicou o preço do gás a partir de Janeiro, a Bielorrússia ameaça com um imposto sobre o trânsito de mercadorias russas e ainda uma aliança Bielorrússia-Ucrânia. Quanto às autoridades ucranianas, a posição é dúbia pois enquanto o presidente Iuchenco é pró-ocidental, o primeiro-ministro é mais favorável a Moscovo.