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Polonio 210 detectado em mais locais do centro de Londres

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Polonio 210 detectado em mais locais do centro de Londres

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Continua a saga para tentar descobrir quem matou Alexander Litvinenko. O antigo espião russo terá acusado directamente o presidente Vladimir Putin através de uma carta escrita antes de morrer, mas Moscovo tem outra versão. A polícia encontrou mais vestígios de Polonio 210, altamente radioactivo, em pelo menos mais dois locais de Londres.

Um desses locais é o edifício que alberga os escritórios do magnata russo Boris Berezovski, um milionário crítico do presidente Vladimir Putin. O porta-voz de Berezovsky assegura que Litvinenko se encontrava com o magnata russo “quase todos os dias”.

Berezovsky, que visitou Litvinenko antes de morrer, é agora indicado por Moscovo como sendo um dos prováveis autores do assassínio de Litvinenko e também da jornalista Anna Politovskaya, ambos críticos do Kremlin. A teoria é confusa mas segundo os analistas próximos do Kremlin, Berezovsky quer atingir Vladimir Putin. E sabia que supostos assassínios de opositores ao presidente iriam incriminar directamente o chefe de Estado.

A polícia britânica continua a investigar o caso. O primeiro-ministro Tony Blair já veio dizer que a investigação vai até ao fim e pediu aos jornalistas que não entrem em especulações. A Scotland Yard revelou entretanto que vai interrogar um professor italiano especialista em assuntos do KGB, Mario Scaramella, que esteve com Litvinenko e a quem terá dado uma lista de oficiais do FSB alegadamente implicados na morte de Politovskaya. Scaramella está em parte incerta, sob fortes medidas de segurança e está a ser submetido a exames médicos.