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Tensão na Turquia horas antes da chegada do Papa

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Tensão na Turquia horas antes da chegada do Papa

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Bento XVI chega hoje à Turquia para uma delicada visita de quatro dias e a primeira do seu pontificado a um país muçulmano. A polémica e a segurança são extremas. Segundo Ancara, o dispositivo policial é maior do que aquando da visita do presidente americano.

A Turquia, em negociações de adesão à União Europeia, quer que a viagem seja um sucesso. Após semanas de especulação e apesar da oposição de islamitas, o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan vai mesmo encontrar o Papa no aeroporto durante 15 minutos, antes de seguir para a cimeira da NATO.

Mas Bento XVI não é bem-vindo para os nacionalistas e islamitas, que ontem, pelo segundo dia consecutivo protestaram contra a presença do Papa, o encontro entre o Sumo Pontífice e o patriarca grego-ortodoxo Bartolomeu e a visita à basílica-museu de Santa Sofia, símbolo de Istambul. Os islamitas, através de uma petição que reuniu alegadamente um milhão de assinaturas, pedem mesmo que o local deixe de ser museu e volte a ser mesquita.

Mas há quem esteja empolgado com a presença do Papa na Turquia. Ali Agca, o homem que tentou matar João Paulo II, pediu para sair da prisão por um dia para poder discutir teologia com o Sumo Pontífice. O pedido foi anunciado pelo seu advogado, mas é pouco provável que as autoridades aceitem.