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Viagem pastoral de Bento XVI defende tolerância e reciprocidade

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Viagem pastoral de Bento XVI defende tolerância e reciprocidade

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Bento XVI foi recebido em Ancara pelo primeiro-ministro, Recep Tayyp Erdogan, que a seguir partiu para Riga, Estónia, onde decorre a Cimeira da NATO – aliás, esse foi o tema inicial da conversa com o Sumo Pontífice. O Vaticano apreciou sobremaneira o gesto do chefe de governo turco, já que o Papa se defronta com a desconfiança de islamistas, laicos e ainda com as ameaças da extrema-direita, que levaram o Governo turco a decretar medidas de segurança extraordinárias durante esta visita.

Por outro lado, “a Turquia, que acolhe em si diversas tradições religiosas, é como uma varanda sobre o Médio Oriente, desde a qual se pode reforçar os valores do diálogo inter-religioso, da tolerância, da reciprocidade e da laicidade do Estado”, pôde ler-se na apresentação da visita papal.

Neste sentido, a estadia de Bento XVI na Turquia não podia deixar de começar pela visita ao mausuléu do Pai da Pátria e da Turquia laica, ou seja Atatürk. Mustafa Kemal, o Atatürk, foi soldado e estadista, fundador e primeiro presidente da República da Turquia.

O legado mais duradouro de Kemal foi a sua campanha pela secularização e a ocidentalização que ele impôs a uma nação turca por vezes relutante. As leis da Chária foram substituídas por um código de lei baseado no da Suíça. O código penal italiano e o código comercial alemão foram também adoptados.

O véu para as mulheres foi banido e elas foram encorajadas a usar vestidos ocidentais e a participar no mercado de trabalho. Todos os cidadãos desde os 6 aos 40 anos de idade foram obrigados a frequentar a escola e aprender o novo alfabeto. A língua turca foi “purificada” pela remoção de muitas palavras do árabe e do pérsico e substituição por novas palavras turcas.