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CE recomenda congelamento parcial das negociações de adesão com a Turquia

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CE recomenda congelamento parcial das negociações de adesão com a Turquia

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A Comissão Europeia propôs esta quarta-feira aos Estados-membros uma suspensão parcial das negociações de adesão com a Turquia, em resposta à recusa das autoridades turcas de abrirem os seus portos e aeroportos a Chipre, um dos Estados membros da União.

Em conferência de imprensa, o comissário europeu para o Alargamento, confirmou “que as negociações devem prosseguir, mas a um ritmo mais lento.” Olli Rehn utilizou em seguida uma metáfora ao referir que “não haverá nenhum acidente de comboio, mas vai haver um abrandamento por causa das obras nos carris. No entanto, o comboio continua a avançar”, concluiu.

O executivo comunitário recomendou o congelamento das negociações de oito dos 35 capítulos das conversações, entre os quais se encontram, entre outros, os da livre circulação de bens e de serviços, das pescas, da união aduaneira e das relações externas.

Recep Tayyip Erdogan, que participou na capital Letónia, Riga, na cimeira da NATO, afirmou que a decisão de Bruxelas é “inaceitável”. À chegada a Ancara ao fim da tarde o primeiro-ministro turco afirmou, no entanto, que a proposta do executivo europeu é apenas uma recomendação e que a Turquia continuará a seguir a via das reformas.

Por seu turno a chanceler alemã aplaudiu o congelamento parcial das negociações. Angela Merkel disse em conferência de imprensa acreditar que “a proposta da Comissão é um sinal forte para que a Turquia respeite o protocolo de Ancara.” O chefe de Estado francês Jacques Chirac foi o primeiro a dizer publicamente ser favorável à decisão de Bruxelas.

Quem não concorda é Tony Blair que, à margem da cimeira da NATO, fez questão de reagir publicamente à decisão de Bruxelas. Para o primeiro-ministro britânico “neste preciso momento, seria um erro grave enviar um sinal desfavorável à Turquia”. Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos Vinte Cinco deverão agora decidir na reunião do próximo dia 11 se adoptam ou não a proposta do executivo de Durão Barroso.