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Ex-segurança confessa ter fabricado bomba no "caso Camarate"

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Ex-segurança confessa ter fabricado bomba no "caso Camarate"

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Uma entrevista na revista Focus reabre a polémica sobre o “caso Camarate”. O advogado das famílias das vítimas, Ricardo Sá Fernandes, está satisfeito com as declarações de um antigo segurança do CDS, José Esteves, que confessou ter fabricado o engenho que fez explodir o Cessna a 4 de Dezembro de 1980, matando Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa.

Em declarações à Focus, José Esteves diz que a bomba incendiária que fabricou se destinava a pregar um “susto” ao general Soares Carneiro, candidato pela Aliança Democrática à Presidência da República, e que foi alterada para provocar a morte dos passageiros do avião.

O ex-segurança faz a confissão num momento em que já não pode ser perseguido pela justiça, uma vez que o “caso Camarate” prescreveu em Setembro passado.

Sá Fernandes vai apresentar, em Janeiro, junto do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, uma acção que pede a condenação do Estado português “a uma indemnização simbólica de um euro” às famílias das vítimas. O advogado considera que foram várias as instituições que falharam, impedindo o caso de chegar aos tribunais.

Em 26 anos, nem as investigações judiciais nem as oito comissões parlamentares esclareceram se seria um acidente ou atentado.