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Candidatura de Sarkozy acelera corrida ao Eliseu

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Candidatura de Sarkozy acelera corrida ao Eliseu

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Com a oficialização da candidatura do ministro do Interior Nicolas Sarkozy, acelera-se a corrida para as presidenciais francesas de 2007. A notícia não representou uma grande surpresa, mas lança a discussão sobre que candidatos ainda irão emergir do seio da União para um Movimento Popular, o partido no poder. A UMP designa o seu candidato no congresso de 14 de Janeiro.

O deputado da UMP George Tron diz que “é preciso alimentar o debate, que deve ser democrático. É preciso que todos se exprimam, que todas as opiniões sejam ouvidas por um ou mais candidatos e, em particular, por Sarkozy, o presidente da UMP”.

Na rua, as opiniões sobre o actual ministro do Interior são diversas. Uma transeunte acha que “é alguém que fala muito, mas não faz nada”. Um outro acredita que Sarkozy “é actualmente o único na direita com capacidade para lutar contra Ségolène Royal e que os franceses precisam de uma ruptura na política, aparentemente encarnada por estas duas personagens políticas”.

Se por um lado Sarkozy é, segundo as sondagens, o favorito à direita, surge par-a-par com a candidata socialista, na eventualidade de um duelo. Numa operação de charme, Royal encetou hoje uma “visita surpresa” de dois dias ao Líbano. Seguem-se no calendário os territórios palestinianos e Israel.

Com um passado centrado na política regional, a candidata socialista esforça-se agora por provar ao eleitorado francês que tem capacidade para dirigir o país a nível internacional. Caso seja eleita, será a primeira mulher a assumir a presidência francesa.