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Hezbollah apela a manifestações para exigir demissão do executivo de Siniora

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Hezbollah apela a manifestações para exigir demissão do executivo de Siniora

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Intensifica-se o braço-de-ferro entre os campos anti e pró-sírio no Líbano. O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, que é apoiado por Damasco e Teerão, apelou aos libaneses para se juntarem aos protestos pacíficos convocados para amanhã à tarde em Beirute.

As manifestações, organizadas pelo movimento xiita libanês, pelo Amal e pelos aliados cristãos-maronitas, pretendem exigir a demissão do governo anti-sírio de Fuad Siniora. Nasrallah acusa a administração de representar apenas uma parte da sociedade libanesa. O Hezbollah reclama um governo de unidade nacional, com maior participação do campo pró-sírio.

O ministro das Telecomunicações Marwan Hamadé afirma “que o executivo libanês não pode, tal com em qualquer democracia, ser derrubado por manifestações. Tem uma maioria no Parlamento e no país e, por isso, o Hezbollah não será capaz de derrubá-lo”.

As tensões entre anti e pró-sírios agravaram-se com o assassinato, no dia 21, do ministro da Indústria Pierre Gemayel. O executivo de Siniora tinha-se antes visto confrontado com as demissões de seis ministros do Hezbollah e do Amal. Catalizador das fracturas, o projecto de criação de um tribunal internacional para julgar os assassinos do ex primeiro-ministro Rafic Hariri.