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Inquérito à morte espião russo leva à descoberta de traços de radioactividade em aviões da BA

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Inquérito à morte espião russo leva à descoberta de traços de radioactividade em aviões da BA

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Novos desenvolvimentos no caso da morte do ex-espião russo, Alexander Litvinenko. Foram descobertos ligeiros traços de radioactividade em três aviões da British Airways (BA), retirados do serviço até nova ordem. A Scotland Yard não revelou qual o tipo de substância encontrada mas interessa-se às ligações feitas entre Londres e e Moscovo no final de Outubro, ou seja, antes da data do envenenamento do antigo agente do FSB.

Willie Walsh, porta-voz da transportadora aérea britânica, afirma que os três aparelhos realizaram 221 voos, um pouco por toda a Europa, e estima que tenham transportado 33 mil passageiros. As informações encontram-se na página da companhia na internet.

A investigação já levou as autoridades a encontrarem vestígios de polónio 210, substância altamente radioactiva, em vários edifícios de Londres por onde terá passado o antigo espião antes de ficar doente. O caso será abordado hoje pelo ministro do Interior britânico na Câmara dos Comuns. Alexander Litvinenko, 43 anos, morreu na semana passada, acusando o Kremlin de o ter envenenado, mas os jornais russos e britânicos revelam agora que o ex-espião estaria envolvido no tráfico de substâncias nucleares.