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Morte de Litvinenko pode estar ligada a chantagem

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Morte de Litvinenko pode estar ligada a chantagem

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Alexander Litvinenko, o ex-espião russo envenenado com o agente radioactivo polónio 210, estava, alegadamente, a fazer chantagem com oligarcas russos e agentes do FSB. O jornal britânico The Observer publica o testemunho de uma universitária russa em Londres, Julia Svetlichnaja, que afirma que Litvinenko possuia documentos secretos, que estava com problemas de dinheiro e contava extorquir cerca de 10 mil libras, perto de 15 mil euros, de cada vez que estivesse disposto a impedir a divulgação de documentos provenientes do FSB.

Algumas destas informaçõe terão sido partilhadas com Mario Scaramella. O próprio afirmou que a sua tentativa de envenenamento está relacionada com as informações que ambos detinham.

Por enquanto, são contraditórias as notícias sobre o seu estado de saúde. Um senador italiano garante que Scaramella lhe confirmou por telefone que as doses de radioactividade encontradas no seu corpo são “potencialmente letais”.

Entretanto, o FBI foi integrado na investigação. Agentes da Scotland Yard partiram para os Estados Unidos para conversarem com um outro ex-agente russo, Yuri Shvets, que vive na Virginia e afirma ter informações importante sobre o caso.

Segundo o jornal The Observer, tanto Shvets como Litvinenko trabalharam para o multimilionário russo, Boris Berezovsky, exilado em Londres e inimigo público do Kremlin.

As autoridades britânicas temem que a investigação do caso Litvinenko envenene as relações entre Londres e Moscovo, mas o ministro britânico do Interior, John Reid, garantiu este domingo que a polícia vai até onde a investigação a levar, dentro ou fora do Reino Unido.