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Condecoração polémica de capacetes azuis holandeses

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Condecoração polémica de capacetes azuis holandeses

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Familiares das vítimas do massacre de Srebrenica reuniram-se, esta segunda-feira, frente à sede do Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia, em Haia, para protestarem contra a decisão do governo holandês de homenagear os seus soldados que estiveram em missão na Bósnia Herzgovina, nos anos 90, durante a guerra, ao serviço das Nações Unidas. Entre estes soldados estão os do terceiro batalhão, que constituiam a força dos capacetes azuis encarregados da segurança do enclave muçulmano de Srebrenica, no momento do massacre de 8000 muçulmanos bósnios.

Na cerimónia de homenagem, em Hassen, o ministro holandês da Defesa, Henk Kamp justificou: “durante anos vocês foram mal vistos. É completamente injusto que tenham sido pessoalmente culpados pelo facto de o batalhão não ter podido prevenir a queda do enclave e não ter protegido os seus cidadãos. Desde Julho de 1995 que este batalhão tem sido ignorado e aquilo que mais vos magoa é terem sido abandonados pelos políticos que vos deram esta missão impossível”.

Na Bósnia, a ONU tinha optado por uma intervenção “humanitária” e a missão dos capacetes azuis holandeses era garantir a seguraça em Srebrenica. O comandante era Ton Kerremans que preparou com o ainda hoje procurado comandante das tropas sérvias da Bósnia, Ratko Mladic, a evacuação das populações, de acordo com as ordens superiores.

Eram 350 os capacetes azuis no terreno e dizem-se surpreendidos pelo massacre de oito mil muçulmanos do sexo masculino de todas as idades. Um genocídio que fica para a história como uma mancha de vergonha para todos os Estados membros da ONU.