Última hora

Última hora

Investigação sobre morte de espião russo é levada a Bruxelas

Em leitura:

Investigação sobre morte de espião russo é levada a Bruxelas

Tamanho do texto Aa Aa

A investigação sobre a morte do antigo espião russo Alexandre Litvinenko vai sair das fronteiras britânicas e assumir um carácter europeu. Foi a maneira que as autoridades britânicas encontraram para evitar que o assunto fique limitado a dois países e evitar também tensões diplomáticas com a Rússia.

Entre segunda e terça-feira, o ministro britânico do interior John Reid vai desdobrar-se em reuniões em Bruxelas com os homólogos e outros responsáveis europeus, de modo a que também as autoridades sanitárias e a polícia dos Estados-membros colaborem nas investigações.

A imprensa britânica revela novidades todos os dias a este respeito. Uma das últimas surge no Observer que descobriu uma estudante universitária de Westminster, Julia Svietlichnaia, a quem Litvinenko terá confessado que estava com problemas de dinheiro, que pretendia fazer chantagem com elementos do Kremlin e do FSB sobre informações provenientes dos serviços secretos. Litvinenko ter-lhe-á proposto colaboração nessa chantagem em troca de dinheiro.

Quem teria acesso a documentos incriminatórios seria Mario Sacaramella, com quem Litvinenko se encontrou no dia em que foi envenenado. Scaramella terá sido contaminado também com Polonio 210. O advogado e primo do professor italiano diz que vai tornar públicas as informações que Scaramella transmitiu a Litvinenko antes da morte. Entretanto, o real estado de saúde de Mario Scaramella é uma incógnita. Enquanto os médicos afirmam que está a evoluir bem, o próprio professor universitário garante que foi envenenado com doses letais.

O FBI vai também investigar o caso. Vários agentes da Scotland Yard partiram para os Estados Unidos, vão estar com um outro antigo espião russo – Yuri Shvets – que vive na Virgínia e terá afirmado possuir informações importantes. Ainda segundo o jornal britânico The Observer, os dois antigos espiões, LItvinenko e Shvets, trabalharam para o multimilionário russo Boris Berezovsky, exilado em Londres e opositor do regime de Vladimir Putin.