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Primeiros sinais de violência sectária à medida que tensão aumenta no Líbano

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Primeiros sinais de violência sectária à medida que tensão aumenta no Líbano

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A tensão no Líbano aumenta de dia para dia ameaçando transformar um diferendo político numa crise sectária. Ao terceiro dia de protestos registou-se o primeiro episódio de violência entre grupos religiosos com a morte de um manifestante xiita num bairro sunita da capital. A família do jovem de 20 anos pretende exibir o corpo em frente à sede do primeiro-ministro para vingar a sua morte e reforçar as exigências dos manifestantes.

Dezenas de milhares de libaneses pró-sírios ocupam as ruas de Beirute desde sexta-feira pedindo a demissão do executivo de Fouad Siniora. A oposição não reconhece a legitimidade do governo porque acredita que a comunidade xiita não está representada após a saída dos ministros xiitas em Novembro.

O secretário-geral da Liga dos Países Árabes, Amr Moussa esteve no Domingo em Beirute para se reunir com responsáveis libaneses. O líder disse que espera que “a violência não continue a aumentar” e que a obrigação dos países da Liga Árabe é a de “trabalhar com todos as partes para devolver ao Líbano a unidade nacional”. Acredita que “todos os libaneses estão no mesmo barco”.

Moussa disse não crer que o Líbano possa voltar a cair na guerra civil, como aconteceu entre 1975 e 1990. Prevê também reunir-se com o chefe de Estado, Emile Lahoud e o presidente do parlamento Nabih Berri, ambos próximos de Damasco.